Greve e Concentração junto aos Paços do Concelho no dia 18 de Dezembro foi um dia de luta, um acto cívico e de cidadania por uma causa justa …

  

 

  

No pretérito dia 18 de Dezembro.2009 um significativo número de trabalhadores desta Câmara Municipal de Coruche, cerca de uma centena,  protagonizou  pela primeira vez um protesto inédito por estas paragens,  que também não costuma ser muito frequente noutras autarquias do país salvo uma ou outra situação  muito residual.  Tratou-se de  meio dia de Greve para assegurar a cobertura legal de uma Concentração junto aos Paços do Concelho para exigir ao executivo municipal o cumprimento do compromisso verbal e escrito no que se refere à  justa revalorização salarial dos trabalhadores Municipais com a implementação dos mecanismos legais de Opção Gestionária, procedimento amplamente usado no ano transacto de 2009 por muitas autarquias para justamente corrigir e melhorar as condições salariais dos seus trabalhadores tão duramente fustigados pelas medidas de contenção de défice público  com  suspensão de promoções e congelamento salarial e perda de direitos consagrados pela democracia e melhorados por anos de luta, com  expropriação do vínculo público  com extinção dos lugares no Quadro e passagem forçada a Contrato Individual de trabalho, subversão radical das regras de aposentação,  impostas pelo Governo PS-Sócrates. Hoje depois desta avassaladora destruição de direitos podemos seguramente afirmar que todos os trabalhadores  municipais (mesmo os do Quadro com mais de 20 ou 30 anos de trabalho) passaram a ser precários e com o seu emprego em risco. Mapas Anuais de postos de trabalho em vez de Quadro privativo (como o tém as empresas do sector privado). Como foi possível chegarmos a tão humilhante situação? Cada vez mais, não se tem um trabalho, é-se o trabalho que se tem, pelo menos até ao dia em que se o deixa de ter.

  

Esta luta não é assim um acto de rebeldia sem causa, faz parte da missão  que os sindicatos     protagonizam no seu dia a dia em prol da justiça social, valor supremo da nossa civilização actual alicerçada na busca de mecanismos de protecção, equilíbrio e compensação para conter ou eliminar os agravos de que, nós classe trabalhadora, somos  permanentemente alvo , neste conflito ou competição de interesses nem sempre claros,  destes novos tempos, em que o neoliberalismo (capitalismo selvagem) se tornou moda.  Neste caso concreto a Opção Gestionária legalmente exigida permitirá  a alteração de posicionamento remuneratório aos melhores trabalhadores do Município (os que até Janeiro.2009 reuniam as melhores classificações de serviço) titulares de pelo menos 5 pontos  correspondentes à classificação de desempenho de Excelente, Muito Bom e Bom) e que desta maneira legal poderiam  beneficiar da Opção Gestionária, evitando o longo calvário da espera “conta gotas” pelos 10 anos ou 10 pontos, coagidos pelo insano e injusto SIADAP e as suas tormentosas “quotas”, que impõe a lei para a mudança de posicionamento remuneratório obrigatório.  

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